Vitor Soares - Porto Alegre
Seja bem-vindo!

Se “derrotas” aconteceram, que elas não nos abalem. Antes, sejam encaradas como um aprendizado na conquista de vitórias. Sempre é tempo de recomeçar.

Benzeu-se para roubar

quinta-feira, 31 de maio de 2012


Bizarra esta notícia. Mas faz pensar. Na cidade paranaense de Manuel Ribas, câmeras de segurança flagraram o exato momento em que um ladrão entrava numa igreja para... furtar! Até aí, nada demais. Há muito que as igrejas deixaram de ser um lugar respeitado e temido por ladrões. O inédito do caso é que o bandido, antes de ingressar no tempo, fez o sinal da cruz. Benzeu-se para roubar. E teve êxito. Levou uma grana da secretaria da paróquia e outra do quarto do vigário, que guardava dinheiro para uma viagem internacional.
As religiões trabalham com dois elementos: o culto e a moral. Adotam rituais, gestos e orações destinados a proteger e ajudar os crentes. Isso é o culto. Mas também ensinam a prática do bem, do amor ao semelhante, do não fazer aos outros  o que não se quer para si. Isso é a moral. Tem gente que, das religiões, só pratica o culto. Rezam, fazem promessas, negociam com Deus, com anjos, santos e espíritos. Dirigem a eles louvores, oferendas e homenagens. Mas passam a vida toda sem dar o menor valor àquilo que deveria ser o fruto de sua fé: a prática do bem, a transformação moral, a reforma interior.
Está aí a diferença entre religião e espiritualidade. A religião, com seus ritos e mandamentos, nem sempre consegue espiritualizar o ser. Porque espiritualidade é questão pessoal. Valores que se cultivam na intimidade da alma. Transformadora, ilumina consciências e atitudes perante a vida. Há quem seja religioso só nas práticas exteriores. No culto, apenas.
Já o sujeito verdadeiramente espiritualizado, este o é em todas as circunstâncias da vida. Mesmo sem nunca entrar numa igreja. Como escreveu Léon Denis, ele tem “por templo o universo e por altar a consciência”
Autor: Milton Medran Moreira
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Valores...

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.

O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"

O jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.

Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV de LCD. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?

O valor de nossos pais ...

Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li. Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.

Texto recebido por email de um amigo.

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ASILO, É CERTO OU ERRADO?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Este assunto tem sido uma constante minha vida e de minha esposa, a partir do momento em que minha sogra aos 51 anos e totalmente independente, ao fazer uma cirurgia no coração, complicações após a cirurgia resultaram em um estado de Hipotensão (baixa oxigenação) seguida de parada cardíaca, estima-se segundo os médicos que foram 15 minutos sem oxigênio até ser reanimada.

O resultado foi bombástico, uma internação de 3 meses em estado total de convalescência, alimentação por sonda, fraldas, totalmente desconectada do mundo (sem congnição, morta viva), infinidade de remédios, perda significativa de peso, chegando aos 38 kilos, como se fosse somente um "resto" da pessoa presa a uma cama e com graves problemas neurológicos.

Os médicos por mais de uma vez nos diziam que devíamos nos preparar para ter em nossas vidas uma pessoa com vida vegetativa persistente, e que por se tratar de uma pessoa com 51 anos, considerada jovem, esta situação poderia durar muitos anos.

Após estes 3 meses de hospitalização, sendo a maior parte na UTI, foram mais 30 dias num quarto de isolamento no próprio hospital, onde conhecemos e aprendemos muito com as pessoas, principalmente com seus 5 filhos, destes, 4 adultos e 1 adolescente, além de seus irmãos e irmãs e seu segundo marido. Deste grupo de familiares somente a minha esposa lutou e a assumiu desde o primeiro pacote de fraldas.

Passados 1 ano e 4 meses, não há e nunca houve mais ninguém, nem filhos, nem irmãos, nem irmãs, nem marido. Exceção da minha esposa, a única filha que carrega até hoje o pesado fardo da responsabilidade. Uma mistura de amor, compaixão, pena, culpa ou outro sentimento que não há palavras.

Incondicionalmente ela assumiu esta situação, ficando ao lado da mãe, emocionalmente, financeiramente e estruturalmente, pois trouxe a sua mãe para dentro da nossa casa, montando uma espécie de UTI, mudando toda a rotina das nossas vidas. Foram exames, consultas, seções de fisioterapia, pisiquiátras, fonoaudiólogos, cardiologistas, almofadas d'agua, equipos, dietas para sondas, madrugadas em postos de saúde para recolocar sonda, idas e vindas ao INSS até conseguir aposentadoria, o que garante hoje um salário mínimo.

A medida em que o tempo passava os problemas iam se modificando e somente a minha esposa à resolver tudo o que aparecia. O marido da minha sogra foi se afastando tão rapidamente quanto os outros parentes e filhos, minha sogra ficou ficou totalmente só.

Atualmente minha sogra não usa mais sonda alimentar, nem fraldas, voltou ao peso anterior, continua tratando-se com vários remédios para o coração e para o comportamento, não esta mais acamada, porém está num estado de demência e considerada "relativamente" capaz, ou seja, consegue alguns atos como ir ao banheiro, mas não consegue mais escrever, se locomove com visíveis dificuldades motoras, não toma os próprios remédios e nem tem o discernimento de como conduzir a própria vida.

É justo a minha esposa anular a própria vida? Os outros filhos vivem as suas vidas indiferentes ao problema da mãe, alias, e ainda se apropriaram de seus pertences como se a mãe já tivesse falecido, inclusive a sua casa e inacreditavelmente, lembrando que no estado em que ela ficou, cujo a despesa no primeiro mês passava dos três mil reais, sem nem um tipo de ajuda dos outros familiares, passados todo este tempo ela não pode morar na sua própria casa por uma série de motivos, lá já tomaram conta, e a filha cuidadora tem que pagar aluguel para a mãe.

Até quando? Pelos próximos 20 anos quem sabe...

O video abaixo feito por minha filha de 15 anos e duas colegas sobre uma casa de repouso aqui em Porto Alegre, fez parte de um trabalho escolar cujo o tema era o abandono. E após, segue um texto que me ajudou muito em meus pensamentos, e que se tu tiver um problema parecido com que eu e minha esposa (a única filha cuidadora) vivemos, talvez te ajude a tomar uma decisão.





"COLOCAR MEU PAI OU MINHA MÃE NO ASILO? NUNCA!"

Autor: Márcio Borges - Geriatra - marcioborges@cuidardeidosos.com.br 
Fonte: http://www.cuidardeidosos.com.br


Esta frase (quase uma bravata!) já foi ouvida em diversas rodas de bate-papo, quando, por algum motivo, o assunto era sobre pais de amigos e conhecidos que iam para uma casa de repouso. Principalmente, quando é um familiar que, aparentemente preocupado, pouco ou nada ajuda no cuidado de seus pais. Acha que a irmã ou outro familiar que já está cuidando, tem a obrigação moral de ir até as condições mais extremas, mantendo as aparências que o apoio ao idoso está muito bom.

Quando o familiar/cuidador, que lida diretamente com o idoso, está em condição precária, estressado, não agüentando mais a pressão a que está exposto, pede um “tempo” para descansar e repor energias, talvez seja um momento necessário para a possível institucionalização. Institucionalização significa levar o idoso para uma casa de repouso. Há casos, como na doença de Alzheimer, em que o idoso é muito agitado e agressivo, onde os medicamentos pouco resolvem. A família, por melhor que seja, não consegue mais manter o padrão de cuidado, e todos se encontram esgotados. O que fazer?

No Brasil, observa-se um crescimento, ainda que pequeno, de clínicas geriátricas e casas de repouso. São diversos os motivos deste crescimento: o envelhecimento da população, o número cada vez maior de idosos que moram sozinhos, e que, por motivo de doença ou solidão, preferem morar em instituições para a terceira idade, a dificuldade de morar com os filhos… O que se coloca de fato é o seguinte: onde o idoso, devido às condições do momento, ficará melhor? Em sua casa ou na casa de um familiar, mesmo que mau cuidado, com o cuidador em más condições? Ou em uma casa de repouso, com pessoal preparado e treinado para recebê-lo? É uma decisão difícil, de uma família no limite!

A primeira coisa que o familiar deve ter em mente é: não sentir culpa pela procura de outro lugar para o idoso morar. Só quem lida com este tipo de situação, sabe do que estamos falando. Outra coisa: você vai ouvir críticas de familiares e de conhecidos por isto. Não se preocupe com estas pessoas, pois elas em nada ajudam neste trabalho, e quando procuram é para atrapalhar e criticar. Converse com os membros cooperativos da sua família, converse com o médico do idoso, conheça o máximo de instituições de longa permanência de idosos que puder, peça referências a quem já tem alguém da família nestas residências. Resumindo, pesquise muito. Quanto maior for o número de dados que tiver a este respeito, mais acertada será a sua decisão.

Desistir da tua vida para melhorar a do outro?

Será que é justo?

Vitor Soares
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Freddie Mercury & Montserrat Caballè

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um dos grandes espetáculos da música ! No ano de 1992 eles fizeram juntos um show do CD que gravaram em 1988.
 
Essa música de autoria de Freddie Mercury mostra toda a forma intimista do cantor perante a vida. Com sua voz quente e com nuances de Tenor, ele conseguiu encantar o mundo.


video


Muito, muito, muito bom!!!

Vitor Soares
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Dia de Finados

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Hoje dia 2 de novembro de 2011, dia de Finados, feriado nacional. Observando reportagens veiculadas na mídia, o dia de hoje mais parece natal, ano-novo ou dia da independência. Os cemitérios do país ficam lotados, familiares querendo saciar de alguma forma suas saudades e incertezas, incentivando os comércios locais.

Mas será que nossos entes queridos estão lá?

Na visão de Deus é melhor gastar alguns reais com flores ou alimentar com pão um necessitado exercendo a caridade?

Será que um Deus todo poderoso e de amor nos reservou o descanso eterno num lugar frio e solitário como a estadia num túmulo?

Acabamos igualando o “Ser” dos nossos entes queridos com o “Corpo” que provavelmente já não existe mais, pereceu.

Mas de que forma podemos nos confortar?
Pois quando vamos até um cemitério com flores ou mandamos fazer uma reforma num túmulo onde a natureza já se encarregou de deteriorar um corpo que ali estava, qual o sentido? Obviamente queremos nos confortar. Muitos espíritos ficarão felizes com estas atitudes pelo simples fato de terem sido lembrados, pois, muitos são lembrados somente neste dia.

Lembre de seus entes queridos que já partiram (não morreram), e estão bem vivos, apenas  desencarnados , com amor, faça orações que lhe enviem boas vibrações, lembrando sempre dos bons momentos e quanto foram importantes nas suas vidas.

Para quem ama, o dia de Finados é todos os dias. A falta de alguém que amamos, com o tempo se torna uma infinita saudade que precede o dia de estarmos juntos novamente e tudo será explicado, mesmo para os que não crêem na imortalidade da alma.

Lembranças carinhosas à todos meus entes queridos que partiram, e um grande abraço fraterno.

Um até breve para todos no mundo espiritual!

Vitor Soares
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