Laços de família
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A convivência familiar nem sempre é harmônica.
Frequentemente, tem-se mais espontaneidade e prazer no relacionamento
com amigos do que com irmãos.
Causam perplexidade as dificuldades de relações entre pessoas que
foram criadas juntas e tiveram experiências similares em seus primeiros
anos.
Elas aprenderam com os pais valores e lições semelhantes, mas
apresentam grandes diferenças em seus gostos e tendências.
Alguns irmãos, tão logo atingem a idade adulta, deliberadamente se
afastam dos demais.
Outros, mesmo permanecendo em contato, estão em constantes atritos.
A razão dessa dificuldade de relacionamento é explicada pelo
Espiritismo.
Ele esclarece que existem duas espécies de família, a material e a
espiritual.
A família material é estabelecida pelos laços sanguíneos.
A família espiritual decorre exclusivamente de afinidade e de comunhão
de ideias e valores.
O parentesco corporal é estabelecido a partir da necessidade de
aprendizado e de refazimento de erros do passado.
A parentela corporal pode ou não ser composta de Espíritos afins, ditos
parentes espirituais.
A parentela espiritual é facilmente identificável.
São as pessoas que se buscam e têm prazer na companhia umas das
outras.
Elas têm valores em comum e seu relacionamento é tranquilo e
prazeroso.
Se dois irmãos carnais têm genuína afinidade, eles sempre são grandes
amigos.
As dificuldades surgem quando a vida reúne antigos desafetos no
mesmo lar.
A convivência entre seres radicalmente diferentes e com uma certa dose
de antipatia costuma ser explosiva.
Entretanto, a Sabedoria Divina jamais se equivoca.
Se ela providenciou essa reunião, é porque se trata de providência
imprescindível à conquista da harmonia.
A Lei Divina estabelece o amor e a fraternidade entre os seres.
Quando alguns Espíritos não aprendem suas lições com facilidade, a
vida providencia os meios necessários para que o aprendizado ocorra.
Por exemplo, dois cônjuges que se traem e infelicitam.
Eles podem aprender a lição de que a lealdade é um tesouro.
Também podem, a partir da ciência de sua própria fragilidade moral, ter
compaixão do erro do outro.
Mas muitos que traem e vilipendiam se permitem odiar quem com eles
faz o mesmo.
Esses por vezes renascem como irmãos, para que aprendam a se amar
fraternalmente.
Embora esse convívio não seja fácil, ele corresponde a uma real
necessidade espiritual.
Em inúmeros outros contextos, a Providência Divina reúne no mesmo lar
Espíritos que se permitiram equívocos uns contra os outros.
A família é um poderoso instrumento para eliminar rancores seculares e
viabilizar a transformação moral das criaturas.
Ciente dessa realidade, valorizemos a nossa família!
Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.









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